O Chamado Divino
Pela fé, Abrão quando chamado, obedeceu. Hebreus 11.8
Como respondemos nós ao chamado divino?
O pai de Maria Slessor era um alcoólatra. A família era tão pobre que ela precisou, a partir dos 11 anos, trabalhar numa fábrica de sol a sol. Apesar de tudo, o que ela aprendera na Escola Dominical fê-la sonhar com o dia quando iria pregar a Cristo na África. Enquanto esperava aquele dia, fazia trabalho missionário mesmo em casa. Quando completou vinte e cinco anos, a notícia circulou em volta do mundo: “Livingstone morreu e seu coração foi enterrado na África”. E suas palavras pronunciadas quando deixou a Inglaterra pela última vez eram lidas com silencioso respeito: “Vou para África abrir uma porta. Continuai o trabalho que iniciei. Confio-o ao vosso cuidado.”
Maria decidiu responder ao desafio. Aos vinte e oito anos partiu para o continente escuro “a jovem mais feliz do mundo”. Seu biógrafo assim descreveu seu trabalho no interior da Nigéria: “Andava descalça, com a cabeça descoberta, comia o que os nativos comiam, bebia água não filtrada. Dormia sobre o colchão de terra, mais de uma vez foi encharcada pela chuva, e para resumir uma longa história, fez tudo o que teria matado uma pessoa comum.
Os nativos não compreendiam seus modos, nem suas palavras, mas por suas ações falava a linguagem o amor, e logo compreenderam. Cuidava dos doentes como bem podia, resgatava crianças das garras da morte, pacificava tribos em guerra, pôs fim ao costume bárbaro de matar vários membros da tribo quando o chefe morria.
Por toda parte deixou postos missionários, capelas de barro, e vidas transformadas como monumento a sua fé e seu amor. Quando morreu em 1915, tinha feito pela África tanto quanto os mais intrépidos pioneiros.
Pela fé, Maria, quando chamada, obedeceu. Seremos igualmente obedientes ao chamado divino?
“Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também a submissão à sua vontade; onde o coração lhe acha rendido e as afeições nEle concentradas, aí existe fé- a fé que opera por amor e purifica a alma. – Caminho para Cristo pág. 63